novembro 27, 2004

Episódio de hoje: A Prova.

1ª Parte:
Vamos combinar? Eu preciso estudar e tirar notas boas, senão vou ser obrigada a ir embora daqui e de tudo, la pra longe, porque lá longe é de graça e é viável aos meus bolsos. E eu não deveria ter saido hj, ou melhor, ontem, mas eu precisei sair porque meu quarto estava cherando a depressão mofada e resolvi respirar ar fresco, rever pessoas e ser sorridente, nem que fosse por uma noite. E então eu fui, eu e minha amiga querida e meus amigos e todos os sorrisos e abraços guardados. E eu também não deveria beber porque amanhã eu tenho que acordar inteira, sorridente, bem disposta e inteligente, senão no have notas boas. Mas como hoje achei $ 8 reais molhados na rua, resolvi desobedecer todo o meu juizo e minha consciencia e bebi. Muito e pra caralho. E vi todos meus amigos queridos lindamente bêbados, que me abraçaram, me deram mais cervejas e carinho. E pronto, la estava eu, com prova marcada para tres horas mais tarde, tentando decorar a formula da velocidade constante... e otica...e massa... e força centripeta... argh! E o mais cool hot da noite, ou do fim dela, foi meu querido amigo, que me afofou e deixou eu morder seu labio inferior. Maravilha. Ele todo e mais um pouco, mas somos apenas amigos, okay? Legal, agora conta a do portuga, néan??
Bom, quando minha cabeça parar de girar eu tento dormir

***
2ª Parte:
Prova. Traumática. Bisonha. Eu ouvindo ecos, a cabeça doendo, as letras se mexendo e os olhos caindo. Tirando tudo isso fui bem. Consegui escrever meu nome corretamente resolvi até mesmo o que eu achava que não conseguiria. Tudo isso porque não possuo reais e preciso de uma vaga no curso de tc em informática no senai, porque lá é de gratis e é bem mais perto que logo ali. Agora vou me arrumar e ser simpatica e paciente com minha gerente e vou sorrir para todas as crianças porque preciso ir ali trabalhar...

***
3ª Parte:
Depois do caos Dormi. Depois de ficar 8 horas sorrindo como uma hiena, dormi. Fracasso total, porque guerreiro bêbado que é guerreiro bêbado não dorme e fica virado e ainda peida-voa-e sai dançando... mas eu dormi. Em pleno sábado caloroso, de várias promessas e pessoas pelas ruas, agora congestionadas , eu dormi, como um anjo. Porque eu precisava me reconstituir e dar folga pro meu órgão hepático e porque amanhã preciso estar sorridente para poder trabalhar. Isso mesmo. Trabalhar, em pleno domingo, ensolarado, caloroso e bonito. Trabalhar enqto pessoas e mais pessoas, estão na praia, com suas caipirinhas e cervejinhas basicas, enchendo a alma de cachaça e fazendo 'a milanesa' , que pros leigos de plantão é rolar e rolar e rolar na areia da praia, até que seu corpo esteja completamente coberto, podre e sujo e penicando, porque a areia da praia penica e coça e dá bicho geográfico ! Mas tirando tudo isso, é uma areia legal.
Bom, preciso me arrumar e ser sorridente e agradar criancinhas e mamães que querem gastar! The end

Ouvindo OutKast - hey ya!

A iniciação.

Dia ensolarado, calor, mto calor, mas mto mesmo. Medo.
- Opa, farmacia!!
- É! ...
- Moço, qto tá o colirio?
- É pra vc mesmo, moça?
- Sim, sim.
- Ah, tá baratinho. Vc quer pra pingar nos olhos, não é? -
Unrum.
- Então, pode pingar 3 gotinhas em cada olho, tres vz ao dia.
- Tá, tudo bem. Mas e no nariz? Hehehe... não, eu não perguntei isso.
Mais tarde:
- Ai, eu to com uma coceira no nariz, me passa o colírio por favor! E foram as duas, pingando litros e litros de colirio no nariz e esperando por alucinações mas não, era tudo conto de faz de conta.
O Teuto (o colírio usado) não é apropriado para tais usos inaladores (??).
Droga.
Fim.

Cartas não mentem.

Crer. Crer? Tipo, eu sei lá. Acredito que alguma coisa nessa vida deva dar certo saca? que entre tantas coisas ditas ou existentes, algumas delas funcione.... estava lá no atelier. já era tarde, mas a vontade de ir embora pra minha casa ou pra minha realidade era tão nula, que as maquinas me eram bem mais interessantes.... foi qdo, em meio a incensos... sim, amo incensos. sou daquelas que ficam meia hora na barraquinha da feirinha hippie cheirando todos e lendo e ficando cada vez mais vesga e apaixonada... baunihla... maça verde... lotus... cravo... canela....foi nessa viagem meio zen que minha amiga desembolsa um taro... um taro wicca, embora eu nem saiba se existe alguma ligação ou diferença entre taros... parecem ser todos iguais, ou entao, minha 'leiguice' apenas tenha me limitado a tal. De repente, um convite para jogar as cartas foi bem aceito. Ela fez um circulo, fez o que eles chamam de ritual para invocar uns espiritos. medo. mas bom, tudo poderia ser mais excitante que minha situação naquele instante... Pega daqui, corta dali, mistura aqui e ela ja estava lendo o que poderia ser 'meu futuro'. mais medo. bom, fase indefinida. indefinida? como assim? alem de fodida e mal paga e sem putos no bolso, meu futuro é indefinido? fala sério... Bom, futuro negro, indefinido, esperando uma resposta de algo de longe, algo que vai mudar tudo... momentos propícios para UM novo amor (bom, pa quem esta a 6 anos sem namorar e a uns 2 anos e meio em pause, um 'novo' amor naos eria tanta novidade - pensei no exato momento, mas ainda sem me dar conta do fato)... um novo amor de longe e mta abundancia...sucesso no trabalho ... Dai saiu a carta da morte para mim, o que ela jurou que era otimo. Mas do inicio ao fim, todas as cartas deram meu futuro como indefinido, obscuro mas com um novo amor e sucesso. okay. bom,pra quem ta na merda.... nada tão mal assim... boas cartinhas... hehehe Os dias foram passando e as coisas iam encaixando... apesar de todo perrengue, o atelier tava dando mais certo... Apesar de falsas promessas de amores antigos, as coisas estavam dando certo... ops, mas perae?!! amores antigos? hey é UM novo amor.... hehehe bom, mas minha cabeça nem tava tao ligada nisso (ainda...) Foi qdo, rolou um show... um nao, dois. dois show e eu precisa ir nos dois. fazer o que? tentar garantir uns trocados e umas brejas de fim de domingo hehehe. bom, final de show e meia duzia de palavras trocadas. ali, em pé nem cabeça e intenções. unico contato. Dia seguinte,emails, icq... conversas... e mais conversas... e eu adorando... adorando cada centimetro e cada minutinho...
adorando cada toque do telefone... cada risadinha... adorando uma pessoa que eu mal conhecia... mas que ja tava aqui dentro. estranho. medo? não, tvz desta vez nao. e ele continuando, todo doce, todo carinhoso, todo atencioso e eu, amando!!! bom,até ai, nao havia associado nada do que minha amiga metida a wicca e tarologa havia dito... mas bem... hj pensando em tudo, desde o primeiro dia do ano, parei no meio da rua e pensei " ehehe caraleo". chegando em casa, a primeira coisa a ser feita foi ligar e contar e mais: ainda pedir uma nova sessão... mas pelo menos nisso (e nao menos importante, claro) os taros, os wiccas, os incensos acertarm... eu ate poderia estar indefinida... mas alguem la de fora conseguiu mudar tudo aqui dentro.

Ouvindo Blondie - One waY or another

Saudades, amigos e cervejas. Mais duas por favor!

E mais vez eu nao durmi. Mais um vez briguei com o colchão e mais uma vez amanheci olhando praquele teto. Não sei o que é pior: amanhecer olhando praquele teto ou amanhacer com os barulhos dos tic-tacs do relogio da cozinha. Sim, da cozinha, que não é muito longe da sala. Sim sala porque eu só consigo dormir na sala. Sim porque eu tenho firulas de mulherzinha doida que só consegue dormir na sala. E como meu apartamento é um ovo, nada passa despercebido. Se vc peidar de um lado, vc ouve do outro, saca? Foi bem assim com os tic-tacs do relogio da cozinha. Se bem que eu prefiro ouvir tic-tacs do que peidos, além do mais eles não fedem, né? Lembrei da época em que eu dava festas aqui no meu ovo, ops, quer dizer, apartamento. Não, não estou sendo 'modesta' não. Não eram reuniões com desculpas e fins embriagatórios... Eram festas mesmo, sacas? Tipo, uns 30 nego, tudo bêbado, dentro de um ovo, uns na net, outros na sala vendo video, outros ouvindo som, outros que nao saiam da cozinha (os mais pinguços) e os que se catavam na area (os casais). hehehe parecia que as festas tinham ambientes variados hehehe Chique! Apesar de um dia (e só um dia hein?) terem vomitado as paredes do meu banheiro, nunca quebramos nada! E ainda, dia seguinte, meus amigos lindamente bêbados, me ajudavam a por lixo pra fora, apagar todos os vestigios de festa e mais, a lavar a louça! eheheh bêbados mas conscientes!! eheheh esses saõ meus garotos!! Essa é minha vida, ou parte dela que já foi, porque agora eu tenho 36 anos e essas são minhas lembranças mais doces hehehehe É, tudo que é bom deixa saudades. Até meu fígado, de qdo ele era sadio e corado, porque acho que agora ele deve ta meio amarelo... meio hepático e meio doente. Mal aguenta as cachaças da vida, os mel com limão, as cerveja generica-barata tipo crystal... meu, crystal... Alguém bebe crystal? Crystal com 'y'? Vc considera alguém que toma crystal? Não, porque quem toma 'crystal' só pode ser doido... ou bêbado mesmo... Só que bêbado pobre e desesperado... Mas agora sou gente grande e nao faço mais isso. Até ver a promoção do boteco do lado do Differente : Schin, apenas 1,50 a garrafa. Bem gelada. Opa! Tou nessa! Né? Rs.

Momentos etílicos e vexaminosos, mas não menos saudosos.

PKAY, EU CONOCRDO: É CEDO PRA CARALEO! mTO CEDO! mTO CEDO PRA TODAS AS MINHAS EBBEDEIRAS!! Mas hj é uma exceção: hj tee festa aqui e eu simplesmente enchi o cu de smirnoff ice! Tá certo, pra quem sai de balada por aí e gasta milhoes em umas dua iu tres garrafinhas disso nunca vai er o gostinho de uma bebedeira de smirnoff ice! Vem cá, eu tou falando de bebedeira, sacas? Tipo assim, umas quinhentas dessas pra dentro, entende? Tipo, por quinhentas dessa pra dentro e eainda ter i luxo de vomitá-las tpodas!! hehehe Vomitar todas elas e ainda regare o jardim da cobertura de smirnoff ice, com cerveja e batom garoto, e rufless e crepes de diversos saboros chiques, saca? Então, é isso! E pra quem estiver lendo, desculpe, odeio fazer isso, mas MORRAM DE INVEJA! Enchi o cu de smirnoff Ice e fiquei bênbada! Agora vou logo ali, me recuperare! E por minhas roupas pra secar, porque eu também fiz o favor de pular na piscina da porra da cobertura, dá licença?

Não ouvindo nada porue a cabeça gira

Noites inúteis. Odeio insônia.

-oi, podemos tc?
(já começou mau: 'podemos tc?' rs fala sério)
oi...
(custa nada ser agradavel néa?)
-podemos tc?
(repetitivo demais... meu saco)
diga.
(seca, mto seca)
-... qual seu nome?
(o que isso interessa? isso aqui é internet oras!)
heloneide.
(animo)
-e quem é Julia?
(se sabe meu nome então pra que pergunta? tsc tsc tsc)
minha vó.
(Ironia)
-sua vo nasceu em 1980?
(hmmm espertinho...)
sim.
(dúvidas disso?rs)
-ah ta... e em 23 anos nasceu sua mae, vc... o familia, hein?
(pelo menso tem vestigios de senso de humor, mas de simancol não)
-tc de onde?
(e ele voltou ao início: 'tc de onde'?.Desisto.)
do hell
.(sim, do hell. Um anjo que 'tc' do hell)
é meu querido... tenho medo de mim...
(e aproveita e se manca!)
-q? pq?
(chato, insistente e inoportuno)
pq sou do hell e sou mto má... pq eu 'ouço hatebreed' e esse som é do hell, do mal... (mais ironia)
-e dai?
(não, ele não tem mais nada de senso de humor)
e dai que da medo.
(se ele ouvisse saberia do que falo. Medo pride, sacam?)
-isso impede de tc comigo?
(por que será que eu ainda faço isso?)
ue, eu ja nao tou 'tc'??
(o que será que ele quer que eu 'tc'? Uma declaração, meu rg, meu tipo sanguineo, meu grupo de risco?)
-esta... e ta com meod dq?
(Pronto! Esse é o limite!)
relapso, filhote! esquece... olha, essa conversa idiota ja perdeu a graça. xau.
***
IGNORE LIST

Ouvindo Gloria Gaynor - I will survive

Viagens (sem volta?)

Antes:
E só ele faz isso comigo e só por ele eu faço tudo isso. Só por ele eu enfrento neblina, frio e metro barrotado. Só por ele eu viajo no cometa e enfrento 06 horas de viagem. Só por ele eu enfrento galinhas. Galinhas d'angola que fique bem claro. Daquelas estranhas e que bicam e que machucam. E só por ele eu venho pra esta cidade linda que eu odeio. Só por ele. Só para estar com ele. Só para não fazer nada com ele. Só para amar ele, por mais uma semana...

***

Dias depois:
Uma semana. Era para ser. Como combinado e planejado. Uma semana longe do meu tudo, que ficou lá do outro lado do mar. Uma semana. Mas não, nunca. Sempre assim. Duas semanas. Não possuo reais. O moço ficou de depositar dinheiros na minha conta. Então até lá, duas semanas. Opa, shows? Sim, shows. Aqui, em bh, em sp e sbc. Talvez eu consigo algumas doletas neles e volte em uma semana. Mas enqto isso, duas semanas. Duas semanas e só por ele. Mais uma vez ele. Meu amor. Só por amor. Amor é burro e impulsivo. Compreensível. Mas sem ele, sem o sabor dele e sem todas essas loucuras, eu não vivo mais.

Me em: "Um pouco de cultura"

E eu quero livros. Muitos deles mas estão todos caros, pela hora da morte. Medo. Não possuo dinheiros. Preciso recorrer aos sebos. Maravilhas recheadas por 3 reais, como "Horror em Amytville", ou "O Exorcista" por 5 pilas. Ou algum livro de biografias, como dos Beatles, "Diario de Laura Palmer" ou algo muito foda do tipo.Gosto dos atuais (os que são cabíveis ao meu bolso). Me delicio com eles (principalmente pelas bagatelas). Ou elas. Confesso que não conheço muito dos imortais, dos monstros da escrita. Tenho vontade imensa de conhece-los... Mas são caros. Todos eles. Preciso de reais. Ou de livros. Ou de um cartão de credito. Não, eu preciso dormir. É de graça, é bom e tou precisando.

Ouvindo The Doors - Light my fire

novembro 20, 2004

Umbigo Particular.

Estou me reencontrando nos meios de umas 'papeladas'. Folhas, paginas escritas, arrancadas de cadernos e agendas. Mensagens. Ao lê-las vejo um 'filminho' se passar aqui dentro, com as mesmas cores e emoções. Paixões, amores, amigos, saudades... Bebedeiras, reuniões, lágrimas, sorrisos... Beijos, abraços, olhares, palavras... Frias, ocas, apaixonantes, bonitas... Falsas, verdadeiras, em vão...Por amor ou por nada... Vomitadas.Casos perdidos, imaginários, confusos...Cenas, desfoques, nomes, pessoas... Pessoas. Cada um com sua história, com seu gosto, 'casualidades', sentimentos ou mentiras... Gestos, intenções, falas e dor. Dor. Minhas e de alguns. Muito carinho, mágoa e saudade de cada um deles e de cada uma de mim mesma. Eu que já fui tantas sempre sendo a mesma.Confusa, sonhadora, depressiva, fogosa, ingênua, descontraída, atraída, traída... Imatura, madura, mulher, garota, criança... Louca, doida, vaca, varrida... De um, dois, quatro, mil... De todos, de algum ou nenhum, de mim ou de ninguém. Só. Mas sempre a mesma, sempre apaixonada. Platônica ou verdadeiramente, por compulsão, mania ou carência. Sempre assim. Até hoje, 3,5,4,8 anos depois. Histórias se repetiram, promessas foram quebradas, sonhos foram destruídos ou ficaram inacabados...Eu envelheci, eu 'amarguei', eu chorei... Pensei ter morrido...Nesse instante, tudo não passa de papéis escritos, de lembranças, de umas poucas saudades e de um suspiro (silencio... olho para o teto e termino:) ... porque agora, hoje, eu vivo novamente, numa outra e nova de mim mesma, mais apaixonada e mais completa.

***
Ouvindo The Beatles - All You Need is Love

(Love is All You Need)

Reflexos.

Estranha. E triste. Estranhamente triste. Sei lá. Sabe quando parace que vc acordou do avesso? Sem mesmo ter dormido? Quando tua parte antônima, aquela mesma, ela, que vc e todo mundo tanto detestam, resolve se fazer presente em cada minuto das 50 h do seu dia? Sim, 50 h porque com ela aqui no meu pé, o dia acaba virando uma eternidade. É, eu tou assim. É, mas eu não deveria estar assim. Deveria estar cagando montes de alegria, sorrindo e vendo borboletas lilases pelas ruas, mas não. Tou aqui toda franzinhenta, olhando para esta merda de teto branco. Este teto que não me ajuda e não me da´luz, nem solução, nem respostas. É simplesmente é um teto que ‘não fede nem cheira’ sacas? Fiquei preocupada, com medo... medos, medinhos, sabe? Coisa de mulherzinha. Odeio isso. Odeio os dois. Ser mulherzinha e ficar com medinhos. Só me faltava essa, 500 anos na cara e com medinhos. Do que? Ou seria, de quem? Odeio isso também. E a vida não contribui ou só piora, ou só complica. E só me fode e vez e cada vez mais, e mais, e mais, e mais. E nada disso aqui é meu. Nem o quarto, nem a porra do computador, nem a tão sonhada paz. Paz? Dá para me dizer o que é isso? É guerra em tudo que é canto. Ate no meio da minha vida. Vidinha né? Porque nesse aperto que eu vivo, ta mais pra vidinha. Ah, contas e processos e stress e no money, no verbas, no bufufa, no doletas e eu de cara feia e eu aqui, estranha. E triste. Estranhamente triste. Sem pé, nem cabeça, nem roupas, nem putos no bolso. Que bolso? Que roupa? Que corpo? Esse aqui? O meu ou o teu? Não, porque nada mais me pertence, já é tudo teu. E acho que este é o meu medinho. O de eu ser toda tua e ficar aqui sem nada, em pause, em stand by, morta, encaralhada com esta merda. É, porque sempre foi assim. Eu já sou toda tua, de primeira, como nas outras vezes, em que fui de corpo, alma e sentimentos, todos os outros alguéns-ninguéns, joãos, alexandres, fernandos, marcos, Fabios,.. mas com vc é a primeira vez. E as nossas primeiras vezes a gente nunca esquece, infelizmente, porque elas são tudo o que eu gostaria de esquecer, agora e sempre, e ontem e ano passado, e retrasado. Mas só depois de amanhã. Só depois de tudo isso é que eu quero me esquecer e só quero lembrar de ti e teus abraços e carinhos. E dos nossos sorrisos e de mais nada. Não quero saber de planos e nada estrategicamente arrumado. Só quero saber do vc, de agora e do frio na barriga, que não passa e não me deixa dormir. Dormir. Eu queria dormir. Queria que a dona insônia me desse trégua e me deixasse dormir. Queria também ser magra e alta e saber escrever. Escrever algo ‘nexável’, com simetria, com valor , e cheiro e sabor. Algo melhor do que aquele conto erótico fajuto. Erótico? No mínimo insinuante, mas nada, nadinha de erótico. Nada de excitante ou excitado. Só um conto. Só um ponto. Ponto final. O meu final.
Efe –i-eme.

***
Olhando a porra do teto!

Sobre me.

Nome: o meu.
Idade: 24 bem rodados.
Sexo: o dele.
Animal: gatos.
Comida: as engordativas.
Doces: uma paixão a parte.
Mania: emagrecer 10 quilos
Vicio: drogas sintéticas e etílicas.
Musica: o bom e velho roque.
Sonho: sonhosss.
Filme: menos efeitos ultratecnológicos e mais conteúdo.
Livro: Em primeira pessoa, que contam vidas (disfarçadas de ficcção e vice-versa).
Frase: “Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres”

***
Ouvindo Cindy Lauper - Time After Time

Me leva que eu vou... - pérolas de um carnaval

Carnaval. Hunf! Franzi a testa, mas bem. Carnaval e lá estou eu procurando barraca e reais para meu sustento, ou melhor, minha bebice. Hehe Destino: Boiçucanga. Boissucanga. (Tanto faz, nem eles sabem!) Ta certo que lá não tem semáforo e as pessoas preferem te atropelar por aquelas ruelas do que buzinar e que lá tenha muitos vira-latas, mas lá é logo ali e é razoavelmente perto daqui e de tudo, e o mais importante: o mais viável aos nossos bolsos. Sem contar daquela praia e daquele mar, no qual se pode ver os pés. Raro.
Minha barraca não era apenas uma simples barraca, era um castelo de grayscow (isso?) e rolava festa todo dia nele. Foi interessante.
No camping, tudo normal, acreditem. Bagunças, momentos acústicos, lanças , porres e risadas a parte, não aconteceu nada de mais. Ninguém amanheceu com algum estranho em sua barraca, ou sem roupa ou louco. Todos bêbados, bodiados, vomitados mas normais. Ta certo que rolou uns cenários fortes e tristes e até uma votação Melhores do Carnaval, mas aí já é outro post.
Até mais.

***
E eu acordei, no meio daquela ressaca e daquele sol e calor, quando, minha primeira visão do dia, e minha paixão de carnaval posteriormente, era um carinha, foda, cheio de purpurina. Eu disse paixão? Pois é... O que? Quesito beijo na boca? Nota 0. Pelo menos pra mim. O máximo que saiu daquela barraca foram boas viagens e baforadas, de resto, e mesmo com muita esforço e investidas, nada.
Quero morrer.

***
Carnaval e você é um garoto, que está dormindo em sua barraca. De repente, uma garota entra em sua barraca, se deita sobre você, pergunta se você está melhor e lasca-lhe um beijo na sua boca. O que você faz:
a) Você empurra a garota e manda ela se foder.
b) Você fica imóvel.
c) Você corresponde ao beijo e a partir daí é só folia.

Depois do beijo, a garota simplesmente sai andando e some. Você:
a) Vira para o lado e volta a dormir.
b) Continua imóvel.
c) Corre atrás dela, tira suas roupas e aí... só folia.

Você é uma garota, que está louca para colar o beiços com o carinha foda da barraca da frente. Afim de surpreender, você toma uma decisão radical e vai para cima dele, literalmente, e lasca-lhe um beijo na boca. Depois de toda essa loucura você percebe que o carinha foda nem correspondeu aos seus xamegos e continuou imóvel. Na mesma hora você:
a) Não suporta a situação e tira o time de campo.
b) Dá uma intimada ‘qual é porra? Pode ser o ta difícil?’ e beija ele denovo.
c) Tenta por sua língua dentro da boca dele, forçando praticamente um misero beijo, para ver se então, depois, rola uma folia.

Decepcionada com a reação do carinha foda, você volta para sua barraca e continua a ler seu livro da Fernanda Young, quando repentinamente, o dito cujo aparece dentro da sua barraca perguntando se era você mesma quem tinha dado-lhe o suposto beijo.
Imediatamente:
a) Você cava sua própria cova e fica lá por anos eternos.
b) Ri e fala que foi o seu outro eu e que você sofre de dupla personalidade e de dependência química e como prova, começa a baforar o desodorante ao seu lado, fingindo depois um ataque cardíoaco.
c) Assume com a maior cara de bunda e depois corta os pulsos.

Você continua sendo a garota, e o carinha foda resolve então lascar em você um puta beijo na boca. Wow! E pronto, você abre os olhos e ele some. Seu pensamento no momento é:
a) Fui péssima.
b) Será que ele é louco?
c) Onde deixei minhas navalhas?

***

Etílica em mais uma de suas merdas cotidianas - em bsb

Nada é perfeito, muito menos cerveja. Sim e infelizmente. A única parte desagradável é seu efeito diurético, que, sobre este corpo que vos escreve, é bem acentuado. Sou como uma torneira ambulante e sou obrigada a liberar o espaço a cada 05 min. Foi aí que tudo começou. Ou quase antes:
- Gente, essa aqui é minha amiga! Ela veio passar uns tempos aqui e blablablablas.
E meu lindo amigo foi me apresentando pro show inteiro. É, rolava um rock de fundo!
Minutos e cervejas mais tarde:
- Oi ‘amiga' de longe!!
- Oooooiiii nativos! - essa toda exclamativa era eu - Por favor, preciso ir ao banheiro, como me localizo?
Instruções a parte e fui, feliz e sorridente e bêbada a mijar. Foi quando ele passou e sorriu. Sorri de volta e tentei me lembrar daquele rosto. Okay, passou. Tou lá na porta do banheiro quando quase noucateio o pobre garoto sorridente de minutos atrás com uma cotovelada no queixo:
- Ops!! Desculpe!! Nossa, não tinha te visto! Desculpe!! Desculpe, desculpe!! Machucou? – e eu ficando vermelha de tão envergonhada...
- Não, imagina. Tudo bem! – e ele me abraçou forte.
Hmmm, conheço este abraço de algum lugar...
- Só desculpo porque é você... – e ele se aproximou e eu sentindo aquele corpo e aquela boca e...
- Não faça isso!! - E ele fez.
Merda.
De repente um ‘vamos pro banheiro’ não tinha soado tão mal. Beijos, mãos, abraços e beijos e que beijos e tudo funcionando quando um ‘quero você agora’ caiu como uma bomba:
Opa! Perae!
Daí as lembranças daquele rosto vieram à tona.
- Você é o amigo do meu amigo, que tava lá fora, com a namorada, tipo, a ruiva?
- É...Sim.
BOOM!!!
Merda! Eu disse que ia dar merda! Volta a fita:
- Vem cá, quero te apresentar uns amigos...
Ois e beijinhos e aperto de mãos pra todos os lados e abraços, menos na ruiva tingida e pálida e baixa. Esnobe. E com cara de bunda também. Por mim, tudo bem, não faz meu tipo mesmo (digamos que meu lado b é viado), mas ele não. Ele, namorado, sorridente, me cumprimentou e me abraçou forte e cochichou um ‘muito prazer’. Estranho. Disfarcei e saí de fininho do território inimigo porque não há nada mais perigoso do que uma mulher apaixonada (e traída). Morte na certa. E agora, cá estou, nos abraços e amassos com ele, no minúsculo e quente banheiro feminino do bar e ela lá embaixo.
Bom, eu já devia saber. Nada é perfeito, lembram-se? E ele era tudo de bom pra ser só meu naquela noite. Sempre assim. O quê? Não contei? Então, eu tenho esta merda deste carma, porque só pode ser um carma. Sou um ímã para caras enrolados com namoradas ou ex. Mas ai vem o detalhe principal: eu só fico sabendo depois. Acontece com você também?
Um dia eu aprendo, né?
Voltei ao normal, lavei meu rosto e saí do banheiro. Não nos olhamos mais. Fim do show, despedidas, xaus e abraços e eu mais bêbada e simpática do que nunca e cumprimentando milhões de pessoas quando ele resurgiu.
Tzum!
Abraço forte, minhas pernas bambas e beijos de canto de boca.
- Pára! Você é louco! Sua namorada está aqui!! -
Não sou. Relaxa, ela ta lá embaixo...
Um beijo roubado e um ‘amanhã a gente se fala na casa do seu amigo’...
Mereço?

***
Ouvindo Madonna - Like a Virgin

novembro 17, 2004

"Digital boy"

- Oi. Câmbio. Sedenta por sexo que levou o cano falando. Câmbio.
- Não, ela não levou o cano. Se tivesse levado, a esta hora estaria sorrindo. Ela levou um furo. Câmbio.
- Bom, além de levar canos, furos e de ficar em casa em um fim de semana promissor vendo reportagens sobre depressão, ela ainda é ignorada. Câmbio e desligo.
- Ahhh, pára. Meu, mil coisas. Sorry. Fiquei todo atrapalhado aquele dia...
- Ow, estou mandando mensagens! Não some!
- Porra!
- Porra. Câmbio.
- Tá fudida.
- Adoraria estar, mas não estou. Câmbio.
- Um dia esta abstinência me mata. Preciso desligar. Entrarei no território inimigo. Câmbio e desligo.
- o front está se preparando para a guerra. Esta abstinência está com os dias contados. Câmbio.
- Oh não! Mais um bombardeio de desculpas e promessas nunca cumpridas! Reforço! Reforço! Câmbio.
- Po, não zoa. Câmbio.
- Muitos ruídos na comunicação! Repita por favor em alto e bom som sua mensagem! Câmbio.
- Você não acredita em seus aliados.
- Somente a força esta comigo. Câmbio.
- Eu te ligo. Câmbio.
- E eu desligo. Câmbio final.
- Força? Hahahah Você parece mesmo um pouco com o yoda aahahhahaha! Câmbio.
- Bom, então tu vai traçar uma jedi, amigo! Câmbio.
- Yoda tatuado! Freak jedi!
- ... ou melhor, IA, jovem padawan! Câmbio.

***
DISCONNECTED

Momentos embreagatórios de reflexão - by me.

As melhores declarações acontecem numa mesa de bar, entre amigos... ou entre você e uma garrafa de cerveja.

" Medo. Medo de errar. Medo de fracassar. Medo de me apaixonar. Mas nunca medo de tentar.
E vc, tem medo de que?"
***
" Felicidade solitária. Felicidade cômoda. Felicidade imposta. Felicidade plástica. Felicidade transgênica. Felicidade?"
***
" Coração apaixonado. Carente. Fraco. Doído. Sofrido. Melancólico. Errante. Mas sempre o meu. Só meu e sempre o mesmo. Apaixonado. Carente. Fraco. Doído. Sofrido. Melancólico. Errante.
Sincero."
***

Para Me.

(noite)
“Alô? Oi...”
Numa mescla confusa de sentimentos, um sorriso solitário escapou.
Quebrando falsas promessas e repetindo velhos hábitos, ‘um contentamento descontente’ ardeu em chamas, causando calafrios na boca do estômago.
Conheço isso.
“Sei como termina e no fim não estou sorrindo...”
Cansei dessa guerra interior. Ok, me entrego! Fuck all!
Parece que nunca vai mudar. Não era pra ser assim. Na verdade, nunca deveria sequer chegar a SER. Admito. Mas agora já é tarde.
Saudades...
Silêncio.
Um suspiro dolorido.
“Beijos!”
“Ta.”

Tumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtum

novembro 08, 2004

De volta aos velhos costumes...

Eu ja estive por aqui. Ha tempos, sabe? Daí, num belo dia, me enchi com toda essa coisa de pessoas acharem que te conhecem bem só por causa meia duzia de palavras vomitadas. Dai eu cansei também de deletar todos os comentários inúteis e me deletei. É, me deletei e foi bom. Foi bom porque tudo de antes morreu e foi pra lixeira. E daí, 'esvaziar liveira', saca? Tudo mais leve e com cheirinho de novo. E agora estou de volta! Sim! Essa merda vicia e como dizem mesmo? 'O bom filho a casa volta?' Algo do tipo, né? Bom, não sei se é por definitivo, no que transformarei tudo isso. Só sei que quero denovo algo meu, mesmo que minhas velhas e novas e boas 'palavras vomitadas'.

***

Não vou dar boas vindas. Isso aqui não é a casa da mãe Joana. É meu canto, só meu, meio bagunçado, assumo, mas meu tá! O teto, as paredes, a calcinha atras da porta...TUDO MEU! Não vou fazer convites também. Por enquanto, quero ficar só. Só é bom. Eu gosto. As vezes eu penso demais. Penso calada, e gosto de pensar só. Trepar não. Trepar é bom, e com alguém. Beber também, mas pensar, só.

***

Ouvindo o nada.