março 14, 2005

Momentos doces. rs.

Algumas risadas solitárias, e só elas. Algumas lembranças bobas. Os olhos cheio de lagriminhas e uma saudade...
- Deixa eu apertar tua bunda?
- Não!!
- Ah, deixa??
- Não!!!
- Se vc deixar eu apertar tua bunda eu deixo você gritar 'ah' no meu ouvido!!!
- hehehehehe... AH!!
- hahahahahaha!!!

Toyland ltda.

Eu gostava da loja de brinquedos. Gostava de estar lá, conversando com crianças lindas, curiosas e educadas. Mesmo as pestinhas , dava-se um jeito e logo se arrancava um sorriso de alegria que compensava o dia.
Eu não gostava da gerente da loja. O seu passatempo preferido por longos 03 meses foi me atormentar. Se bem que, atormentar foi até leve, ela me fazia que palhaça mesmo. Ela me vigiava demais, me criticava demais e mandava demais em mim. Para uma gerente de lojas ela era bem 'demais'. E os chefes-donos também. Eles eram superiores 'demais'. Chefes demais. Ricos demais.
Eles não gostavam de mim, só a Charlene. Dela eu sinto saudades. Também.
Os 'demais' eram preconceituosos comigo (em especial rs) e hipócritas. Eu era só mais uma empregada- balconista. E a 'empregada-balconista' tinha piercings escondidos pelo corpo e tatuagens escondidas pelo corpo e isso não era bom. Era bom e bonito e moderno 'demais' nos filhos, filhas, sobrinhas e namorados das filhas, mas na empregada-balcnista' era feio, feio demais. Coisa de vandalo, vagabunda, drogada, rebelde e quem sabe até ladra! Neurose? Não minha.
Todos tinham 08 olhos em cima de mim e cuidados mais que redobrados. Tsc Tsc tsc Pobres pessoas ricas.
Com as crianças e os clientes era diferente. Eles falavam bem de mim, me elogiavam na frente dos donos e isso me satisfazia. Dava vontade de gargalhar em suas caras podrres e hipocritas e preconceituosas, mas eu me continha. Sou classuda, sabe? Mas isso durou até meu ultimo dia do meu contrato de experiência. E quando eles pediram meus documentos par renovar meu contrato, eu, com meu sorriso e postura, disse que não queria. eles? Ficaram com suas caras de bundas quietas. Eu cumpri o restante de minha carga horária e depois, fui beber com os amigos.
Desempregada, bêbada mas feliz.

Há dois anos...

Era uma vez uma garota...
- Olha, hoje tem dois shows bons. Vamos ter que dividir. Você vai no do Noção e eu vou no outro.
- Tá!
(Merda, vou perder o show do noção...)
E fomos. Domingo, sol, calor, muito calor (sempre). E eu no show. Eu morrendo no show. Pessoinhas e coturnos caros e poses e chatices. Pra todos os lados! E doletas. Umas 60 delas. Bom.
(acho que aqui já rendeu. beijos. xau.)
Agora eu no outro show.
Cheio. Mais pessoas e mais calor.
- OI, onde ficam as mesinhas?
- blabla e blas blas!
- Ah, tá! Obrigada!
Sobe escadas e vira e mais escadas e pessoas dançando. Gosto disso.
- Ah, entrega este cd para o Bill?
- Tá, no fim do show eu entrego.
E que show. Apenas bons relatos.
Ah, sim! O cd...entregar pro...Bill?
É, lá estava ele: sorridente, rodeado de pessoas, dando autógrafos e posando para fotos hehehe
(Mas eu não vou lá! Eele deve estar cansado e tudo mais...não, não e não!! E o cd? bom, o cd...)
Foi quando eu vi um moço ao meu lado. Também da banda e...Entreguei o tal de cd e tentei pedir para que ele o ouvisse!
(POxa, que olhos lindos!!)
E ele falando e sorrindo e sendo simpático.
- Obrigada, tá? Boa viagem de volta.
E só.
Dia seguinte: eu enviando emails. Eu recebendo emails. Autorização no ciq? Ah, sim! O moço do cd, claro!!
E assim foi. Dia´logos e mensagens em offline. Nada demais, nada formal, nada de nada. Apenas um bom papo jogado fora. Ate que...
(Diálogo de véspera de carnaval:)
- Volta logo e blablablabla...
- Vou sentir saudades também e blablablabla
Volta logo? Saudades? Sei.
Daí em diante, fotos, telefonemas e confissões passionais de passados fracassados.
- E?
- Como assim 'e'?
- ...
Okay, eu confesso: meu coração já fazia TUMTUm mais forte e meu sorriso já rasgava meu rosto de tão grande!
- E?
E aí, que ele veio, tá bom? E quando veio eu morri e sorri. E tudo mudou, por dentro, por fora e pra frente. Como nas tais cartas wicas. É, cartas. Umas cartas doidas que descobrem o futuro. Mas elas diziam assim: teu passado morreu, teu presente tá parado e teu futuro incerto. algo virá de fora, de longe e mudará teus caminhos.
Medo. rs.
E naquela manha, eu já era ansiedade pura, quase não conseguindo mais ficar em pé! demora? Perdoável! Pra quem vinha de tão longe...
Ele ali, ele mesmo, descendo do ônibus, com carinha de sono, meio zonzo, me procurando no meio da multidão. E eu sorrindo. Logo ele abre o mais lindo de todos os sorrisos e me dá o mais gostoso dos abraços!!
Ali, eu me rendi. Naquele instante eu já sabia que era ele e que eu era sua. Agora era só ele. Não foi uma decisão planejada, tomada, apenas aconteceu e era só ele.