julho 11, 2010

.trechos adaptados.

"Evitamos conversas intensas, sempre evitamos. Não creio que seja por frieza, mas por total constrangimento. Estamos juntos há anos e nossas crises foram resolvidas no silêncio. Silêncio que pode até ser menos vexaminoso, mas nos deixa sempre à beira de um abismo. Que existe, mas que a gente sempre contorna. Até que um dia tropeçamos nessa elegência do não-debate e caímos lá embaixo. Então eu pergunto: para que nos terá servido a intimidade? Pra nada. Porque não fomos capazes de nos expor."


Assim, bem resumido e definido.

Por Fernanda Young.

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julho 03, 2010

.agora.

Não sei o que sinto. Não agora.
Não me arrependo do tempo,do fim, do rumo, das atitudes até impensadas, de ontem. De nada.
Não me arrependo de sofrer agora, da dor e da falta. Talvez seja necessário. Acho tudo necessário e cabível e compreensível. Amor é dor. Tudo necessário, embora quisesse apagar alguns momentos da mente e dos olhos.
Agora já não sei se te quero. Parte de mim quer. Quer sorrir contigo, com o vento no rosto, com as mãos dadas, dormindo abraçado, sussurranda que te ama. Muito. Parte de mim se nega, balança a cabeça e vai embora olhando para trás. Não sei que sou nestas partes. Não sei onde está o coraçãoe razão. Não enxergo e não sinto amor...