setembro 27, 2006

setembro 22, 2006

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enfim. em fim. e fim. fim.

setembro 16, 2006

Meu Sábado a Noite. Stay Alive.

odeio ficar feliz, odeia ficar animada. odeia frio na barriga. odeio planos. meus planos. meus planos fracassados e mortos e cheios de esperanças mortas.

setembro 15, 2006

Enquanto isso...

Algo acontece no Reino das Dinamarca...

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=834025&tid=2486819335355670220

(...)

O meu Doce Novembro.

Eu quero um amor novo a cada mês. Quero todos esses novos sabores e sentimentos diferentes. Quero descobrir quanto de amor há aqui, quanto cabe dentro de mim. Quero provar meus limites. Não quero mais pensar que o amor é um só, e continuar pensando que o meu já morreu há anos, lá atrás, quando eu já era dele no primeiro instante. Quero o mesmo frio na barriga que há tempos eu desconheço. Não quero rotina. Não quero enjoar da cara, do beijo, do sexo. Quero tudo intenso e extremo. Quero programas legais para tardes bacanas. Quero ter muitas musicas para cantar e muitas historias para contar. Quero um estoque de risadas diferentes e de manias impares. Quero que você seja meu doce novembro, ou dezembro. Mas quero que um dia, em alguma vez, você seja meu.

Eu me satisfaço só te olhando.

E ponto.

(...)

Um dia lindo lá fora. Sol agradável e ventinho delicia. Eu queria ouvir a minha Corinne linda e foda agora. E queria dançar com ela. E dormir. Preciso dormir. Queria dormir agora. Só. Dormir. Apenas. Talvez só. Talvez com ele. Ele que me roubou um beijo embriagado e umas noites de sono há tempos atrás. Mas só dormir. Dormir com ele fazendo carinho nas minhas costas. E beijando meu pescoço. E eu puxando ele para mim. Gosto disso. Gosto do carinho e dele bem perto. Dele me olhando com olhinhos diferentes . Gosto disso. Gostei de você garoto. E agora?

setembro 14, 2006

Júlia em: "Mais Um Domingo Típico"

(...)

Hoje. Manhã. Sol . Calor.

Eu já disse o quanto eu odeio calor e todas as temperaturas de 42° lá fora?

Mau humor. E cá estou. Eu, Júlia, desempregada, muamneira nas horas vagas e bêbada nas horas de lazer, participando ativamente da massa fodida e mal paga, contribuindo ainda mais com os índices percentuais e com pesquisas feitas pelo IBGE sobre a qualidade de vida, ou melhor, "sub-vida".

Meu saco.

Vamos combinar?

Preciso de reais, muitos deles. Preciso quitar dívidas porque eu já sou gente grande, tenho responsabilidades e um CPF a zelar. Tou numa merda de crise financeira e para sair dela eu faço de tudo. Ou quase tudo. Mas deixa eu voltar para a minha realidade, pros meus amigos e pros shows.

Shows.

Preciso deles.

Vou logo ali, ser simpática e tentar vender meus artefatos punkers-rockers-stars. Por isso aquela história de ser 'muambeira', saca? Então, deixa eu dar uma chegadinha ali no movimento que hoje eu faturo umas doletas.

(...)

Cubatão.

É, Cubatão. E cá esttou, eu e minhas tralhinhas a venda. For sale, saca?

Eu, meus amigos e minha bebibe e sorrisos, flashes, poses e abraços e reais e mais cervejas. Folia pura.

Foi quando ele surgiu. Ele, lindo, sorriso perfeito, cabelinho curtinho básico com uma franjinha curtinha básica, blusa branca de botôes e eu amando os botôes dele, porque eu sou maníaca por botôes e ele era meu número. E ele veio devagar, reluzindo na multidão e eu morrendo. Ele com sua latinha e sua bala de morango, porque a boca dele cheirava a morango e eu imediatamente imaginei loucuras com aquela bala de morango. Ops!! Respira fundo, desfaz a cara de babaca e volta ao normal. Mas volta logo. Rápido! Arruma o cabelo, dá aquela ajeitada nos peitos e não estraga a noite!

- Oi...
- Ooooooiiiiiiiiiiihhhhh!!!!!!!!!!

É, esta toda exclamativa aí em cima sou eu. Eu estava tentando ser sóbria, mas seria melhor se eu estivesse trilhões de vezes pior, pelo menos assim, o impacto da decepção com o gato da vez não seria tão profundo...

- Não, eu não vendo NADA do Marylin Manson...
- Não, eu não conheço a banda que está tocando...
- Não, eu não acho que eles vão tirar um cover do Legião hoje...
- Não, eu não conheço nenhuma balada melhor que esta nesta cidade...
- Não, eu não sou daqui...
- Não, eu não vendo piercings...muito menos de ouro...
- Não, esta argola no meu septo não é um ímã...

E não, ele não quis comprar NADA.

"Ah, ele deve estar bêbado...", ainda que relutando, pensei...

Errado.
Tolinha.
Só se ele estivesse bêbado de refrigerante porque ele não largou por naquela aquela maldita latinha de guaraná!
Daí, meu lado mau humorado e monossilábico entrou em ação.

- É...
- Unrum...
- Hum.
- Hã? Não tou ouvindo!!
- ...

Lindo de mais. De morrer. De me fazer morrer por ele a qualquer hora do dia e da noite. Mas por favor, longe daqui, okay? Fica mudo e volta lá pra longe que eu me satisfaço só te olhando!!

Voltei pros meus amigos lindamente bêbados que me deram cervejas, benzina, tocaram pelados, derrubaram todas as mesas do bar, me deram beijos e abraços e carinho a noite toda ate o fim dela, ou até o fim de nós. Mas só esta noite porque logo eles vão embora. Eles sempre vão embora, e um dia, eu também vou.

(...)

Prazer.

Nome:
Júlia. Já basta.
Idade:
Dois ponto dois um pouco já rodados.
Signo:
Sagitário, com todo seu exagero e disposição.
Estado civil:
Deprimente.
Sexo:
Casual? Ótimo. Com amor? Perfeito.
Altura:
Um meia quatro, querendo ser bem mais alta.
Peso:
Cinco ponto quatro, querendo ser beeeem mais magra.
Profissão:
Desempregada.
Animais de estimação:
Gatos.
Vícios:
Drogas, sexo e rock and roll
Passatempo:
Homens, cervejas e uma boa conversa de bar. Não necessariamente nesta mesma ordem. As vezes, varia.
Música:
Alta em tom agradável. E róque. Velho, seco, puro, perdido, sujo, emocional. Simplesmente, róque.
Filme:
Um amor a parte.
Leitura:
Sempre na primeira pessoa.
Uma frase:
Olá, meu nome é Júlia. Prazer.

(...)

Me, eu e Julia.

Julia.

"Uma garota com desejos de mulher e sonhos de menina."

Cliché.

"Mas sem ser tão mariquinhas e tão cor-de-rosa"

De sexo forte, pele morena e um berreiro insuportável, vinha ao mundo, no quinto dia de dezembro, as 10:30h horários de Brasília, Júlia. De gestação, parto, infância e adolescência conturbadas, momentos e sensações são transpassados em suas palavras metafóricas que relatam uma realidade ficcional puramente inventada e alcóolatra.

"Redundante?"