julho 27, 2006

Uma vontade vazia...

Eu quero uma vida alheia.

julho 23, 2006

Uma noite de anos atrás.

Dia cheio e cansativo. eu, toda colorida. Ele só de preto e jeans.
"Você é carente?"
A frase mais doce, ou melhor, a pergunta mais doce e profunda que eu já ouvi até os dias de hoje... E naquele momento, ele me ganhou.
Deitados no chão frio, olhando pro mesmo teto branco sem graça como se fosse um universo de estrelas, eu respondi com um suspiro.
"Sim...Muito..."
Ele me abraçou e só ficamos calados. E assim a gente se entendia.
Um certo 'gostar' era inevitável, fácil. Pessoa cativante, de olhos esverdeados e cabelo bagunçado, sorriso pequeno e abraço confortante. Voz macia. Era tão fácil e tão inevitável quanto o fim. Mas do fim não quero falar. Embora ele fizesse parte dessa história, assim como todas as coisas ruins , não é isso que eu quero guardar. Quero um pouco do carinho. Quero te ver na rua e sorrir. E te ver sorrindo para mim também...
(...)

Ainda sobre saudades.

Olhando para trás, o que você vê? Não só ontem, mas em todos esses anos passados... ?
Eu vejo lindas pessoas. vejo um carinho guardado aqui dentro. Recente e antigo. Resistente.
Dizem que as pessoas que passam por nossas vidam levam um pouco de nós de deixam uma parte de si.
As vezes me pego pensando se estas pessoas ainda guardam algo meu. O que seria? Sobre o que pensam? E quando penso nisso, fico apreensiva e até certo ponto 'triste' por temer ter deixado só decepções.
Penso também em todas as vezes em que eu disse não, e nas vezes em que eu não disse nada. Lembro dos momentos se apagando , de cada lágrima...
Não sei se era o certo, mas não gosto de pensar que era errado, e talvez, cabível a situação. Talvez fosse melhor tudo ser esquecido, ou talvez hoje, tudo fosse diferente. Melhor? Pior? Acho que prefiro não pensar. Melhor esquecer...
(mais uma vez)

"As vezes pensamos demais sobre o que é certo ou errado, o que se deve ou não fazer, e acabamos deixando escapar momentos preciosos, pessoas maravilhosas e sentimentos novos em nossas vidas..." - bill

Idiota ou Errado? Indagações de um fim de semana.

É errado ou idiota sentir saudades? Me fiz esta pergunta a tempo atrás...
Sentir saudades de tempos já passados, de pessoas, de abraços?
É errado se comparado a traição?
É idiota plo fato de que 'já passou'?
Será que essas pessoas também sentem saudades?
Algumas eu realmente gostaria que sentissem. Eu gostaria também de poder falar para elas o que hoje eu sinto.
Gostaria de ter feito diferente antes, embora hoje, mesmo assim, eu não me arrependa de nada.
Acho que tudo que aconteceu e da forma que ocorreu foi propício e válido. Mesmo os momentos ruins, as dores e todos os silêncios tiveram seu valor.
O fim tornou-se inevitável e consequente, cada um para sua época.

"Triste fim"

Me e a tpm

Sim, não estou em meus mais gloriosos dias. TPM. Odeio. Ou melhor, passei a odiar tudo a minha volta. O alvo do dia? Pessoas. Pessoas idiotas, dispensáveis, descartáveis, egoístas. Oka. Eu fiz uma tempestade num gole d'água mas na hora eu explodi. Nem era por nada, nem tinha porque, mas 'saiu' simplesmente...
Você está disponível de noite?
Pronto. Me senti objeto, mercadoria. Disponível? Como assim?
"Oi, por favor, você sabe me dizer se a marca de bolo Me estará disponível logo mais a noite? "
E logo eu me vi, embalada, com um sorriso a vácuo, numa prateleira de mercado, na promoção do dia! Cristo.
Resumo: ah, sim. Ele só queria uma ajuda com uns telefones e etc. Básico. Gafe!
Mais adiante um 'oi, tudo bem?' seguido de uma conversa até certo ponto engraçadinha desencadeou num momento extremamente crítico para minha pessoa. E vergonhoso por sinal.
Uma palavra levava a outra, que complementava um pensamento único, que resultava em um ataque tipicamente feminista-fascista-fundamentalista!
Eu queria era NUNCA ter escrito nada daquilo, NUNCA ter digitado tanto e NUNCA ter apertado ENTER tantas outras vezes!
Eu deveria ficar quieta e muda, com as mãos entre as pernas, olhando pro meu teto! Mas não, eu disse montes! Disse besteiras, disse verdades (oka, minhas verdades momentâneas), relevei minhas indagações... É como se as pessoas estivessem afoitas, afobadas em consumir, comprar, beber, beijae, trepar, com tudo e todos ao mesmo tempo! As pessoas se tornam egoístas e o resto que se torna resto, simples, e descartável.
"Eu quero vc, vc e mais vc. Ah, vc também. Mas quem vier primeiro é lucro. Ou melhor, lucro de vocês porque eu sou foda". Saca?
E eu me vi em diversas situaçõezinhas e eu explodi.
Ponto. Porra.
Tá, confesso que toda essa neura pscótica surgiu do nada, causou um certo caos no meu msn, mas de certa forma, foi válido para párar e pensar sobre.
(Para piorar tudo: eu tentei me desculpar...)

INDISPONÍVEL NO MOMENTO E EXTREMAMENTE SENSÍVEL

Uma forma irônica e delicada de me definir hoje.

Foi assim...

Eu voltei. Tive que voltar. Nem era para gora, mas foi melhor assim. Eu já planejava, mas como já disse: não agora.
No fundo, eu já não aguentava , já não me sentia bem. E eles, idem. Era discretamente visível e , de certa forma, compreensível que assim fosse. Não tinha mais como durar, não ali.
Quando saí daqui, fui carregando todo meu estoque de esperança, acreditando numa nova vida, em futuros, sonhos. Eram minhas expectativas novamente. E não foi diferente das outras vezes: nada nunca é do jeito que esperamos que deve ser. Odeio isso.
Eu fui pro lado dele, morar, acordar, dormir, comer, viver, conviver, pensar, ajudar, rir e sorrir e chorar, gritar, discutir, sofrer, todo dia. Do lado dele. Mas sonhar, alto e de forma 'ilsusória', ah, esse erro foi só meu.
Eu pensava que aquilo era minha vida, mas era só eu, o tempo todo. Só. Eu. Só.
Eu voltei. E acabou. Bem triste. Doeu denovo, mas de forma estranha. Não sei explicar.Alívio? Eu disse que era estranho. Talvez. Mas muito mais por ter sido uma decisão conversada e tomada por ambos. Melhor assim.
(...)

Sobre a noite de ontem.


Acho que eu não poderia estar mais feliz. Enfim, poderia , mas a dose ontem estava perfeita para a ocasião: boas companias, o cd 'the very best of gipsy kings' rolando, comidinhas apimentadamente agradáveis e boas bebidas.
A noite foi mexicana e a tequila passou longe. Ou melhor, não passou, porque a tequila estava tão absurdamente cara que achamos que nossos fígados não precisavam de tanto. O rum e as cervejas já estavam dando conta do recado.
E como em toda história de bêbado, rola algum momento mais emocional, que te faz pensar, ou tentar pensar, na vida, na existência, na razão dela e afins. Tá que é uma merda quando você chega a esse ponto e daí você percebe que precisa beber mais. E eu bebi.

Sabe quando situações se passam a sua frente e você se torna simples espectador e deixa de ser participante? Foi assim. Ver as pessoas felizes, foi gostoso. Ter tudo aquilo de volta, para mim, estar em meu lugar, não tem preço. Claro, que para tudo há dois lados: e o lado 'ruim' não deixou de estar presente em meio aos meus pensamentos embaralhados e todas aquelas imagens e pessoas felizes. Para eu estar aqui, para estar sentindo tudo isso, eu tive que passar por n coisas. Tive que deixar n coisas para trás, esquecer. Tive que passar por sonhos (hoje) bobos, por ilusões para perceber que a realidade (hoje) é outra. Tive que tomar decisões tristes, largar as mãos... É difícil você admitir (hoje) que 'errou', mas mesmo os erros te levam a algum lugar. Me levaram daqui e me trouxeram de volta. Ainda é bem complicado para mim digerir tudo o que aconteceu, todas as histórias meio que inacabadas... Ainda é tudo muito confuso. Não consigo por em tópicos, em começo-meio-fim. A história da minha vida não cabe numa redação de 20 linhas e 05 parágrafos. Nem faz sentido para um simples post de um blog perdido !!!
Talvez o erro esteja aí, arranjar sentidos para tudo, ser coerente. As vezes cansa ser coerente demais, o tempo todo. Quando me disseram isso eu meio que 'relutei' em aceitar , mas hoje é perfeitamente cabível.
(...)

E é só. Passou.

Vou preparar mais uma dose. Quem sabe eu ainda não termino de um jeito melhor esse pensamento?

Sobre me.

Não, aqui não sou eu, exatamente eu, saca? Aquela que você conhece e viu?? Pouco, quase nada. Sou, ou é, uma parte antônima renegada de mim mesma.
Aqui eu sou uma mais três ou quatro, dependendo do humor e da temperatura lá fora. Hoje por exemplo: faz o calor dos infernos e cá estou, dentro das minhas paredes, morrendo de ressaca e com medo do sol, porque se eu sair nesse sol, eu derreto, evaporo por dentro e todo alcool já era. E desperdiçar toda aquela garrafa de rum do pirata assim, não pode. Tem que curtir a ressaca com carinho e sorrisos, porque a noite ontem foi foda.