A Beyoncé cansou de ser sexy e agora é magra.
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A Preta Gil é um 'pouco travesti'.
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Oi, meu nome é Vera.
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A Tati Quebra Barraco disse que 'Dako é bom'.
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Falta só 35 min para o término do sofrimento.
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Em 2003, Dado Dolabella foi eleito pela TPM como a Vítima da Moda do Ano.
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Porque hoje vai passar o 11 de setembro na novela das 08h. Que começa as 09h.
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Como se o Brasil não tivesse também suas próprias desgraças - comentou a Cami.
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Eu nunca vou parar de beber - by Pedreros.
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Como se escreve 'Savoi'? - Suellen, indagando-se.
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Eu era gorda. Agora eu masco chicletes. Agora eu tenho cáries.
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Agora eu corro e como rúcula.
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Porque quando foi eleito, o Beto teve o maior número de votos em Praia Grande, Cubatão e Itanhaém.
agosto 27, 2006
Meus papéis.
E estava assim: jogado no chão, amassado. Um papel rasgado de algum conteúdo . E nele só dizia:
O MESMO, O OUTRO.
O MESMO, O OUTRO.
agosto 20, 2006
Me e seu gosto.
Eu gosto de pizza, mas minha genética não me permite. Gosto de música alta, em tom agradável. Para cantar e dançar. Eu lavo louça ouvindo musica e dançando. Eu gosto das músicas antigas. Eu gosto das histórias delas, das histórias que elas me trazem. Eu gosto de histórias. Gosto de imaginá-las, escrevê-las e tê-las. Eu tenho um monte delas. Cheias de extremos, porque comigo só assim: hilárias, medonhas, sem graça e românticas. Mas sempre minhas e sempre eu, sobre mim. Sobre meu umbigo. Particular. Sobre o que mais seria? Sobre a alta do dólar? Sobre índices, pesquisas? Isso é coisa de americano, assim disse-escreveu Fernanda Young em alguns de seus memoráveis-fodas-livros. Eu gosto dela também. E dos livros. E das pessoas dos livros. Histórias, eu de volta a elas. Mas quero falar sobre mim , sobre meus gostos. Eu gosto de fotos. Fotos de fato. Hoje ainda pensei: eu devia era ter tirado fotos de todas as coisas fodas da minha vida. Mas falo de fotos, daquelas que você pode tocar e sentir, sabe? Não dessas coisas digitais que você passa o corel e photoshop e tira as olheiras das pessoas. Fotos reais, de fatos reais. Fotos de fato de sorrisos. Eu gosto de sorrisos. Não são sonoros mas fodem com tudo. Esse é da Clarah Averbuck. Também gosto dela. Aos montes. Preciso do Vida de Gato. Gatos. Amo gatos. Queria mais um. Meu gato se chama Gato, igual ao gato da Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo. Ele é um gato com espírito de cão, porque ele corre atrás da bolinha, pede para brincar, deita no chão para pedir carinho e esconde o pão atrás da cortina. Meu gato-cão. O meu 'melhor amigo do homem'. Homens. Eu gosto deles também. Embora eu os odeie em maior parte das minhas histórias. Embora eu os ache muito complicados e confusos e medrosos (sempre querendo ser machões ), eu invejo suas praticidades, e cada uma delas. Mas detesto em muitas vezes suas 'insensibilidades'. Enfim. Isto aqui é sobre o que eu gosto e não sobre o que eu desteto. Sobre o que eu detesto eu deixo para uma próxima. Enfim. "enfim". Eu gosto da história do "enfim". Ele é roubado de uma amiga que eu gosto. Não, eu amo. Clarice. Eu amo a Clarice e todos os momentos em que estivemos juntas. E sinto saudades de não tê-la comigo. Mas eu a amo mesmo assim. Ela inventa palavras, sabe? Ela inventa sentidos e vidas. E eu amo isso. Inventar, palavras, sentidos e vidas. E claro, Clarice. Tudo isso. Eu gosto de mim agora. Gostava mais na semana passada , eu com meus 60kg. Enfim. Gosto do agora. Do eu agora. Revendo amigos preciosos, fotos de fatos, sorrisos. E palavras, e sentidos e vidas.
(...)
(...)
Pensamento solto.
E agora eu sou duas de mim. Sou a que quer aproveitar essa 'liberdade' com todos seus excessos. Quero meus amigos, festas, pessoas, bocas e sabores novos. Corpos e loucuras necessárias a parte. Quero aprender a não ter culpas. Quero viver com um sorriso na cara e com boas histórias para contar. Mas também sou a mesma. Ainda em grande parte. A errante, relutante, medrosa, tradicional. Ainda olho pro teto e mudo de humor com facilidade. Ainda tenho a depressão e meus sentimentos mais confusos como fortes companheiros. Ainda tenho medo do vazio e do escuro. Ainda.
(...)
(...)
agosto 15, 2006
O garoto "Saves The Day"
Até hoje não sei o nome dele, mas nem precisava tanto. De longe ele já era perfeito e eu nem queria estragar essa 'relação'. Mas ele era assim: um pouco maior que eu (porque todo mundo é maior ou um pouco maior que eu), cara de menino lindo, loiro de cabelos revoltos e sorriso hipnótico. E ele era foda. Ele passava e as garotas suspiravam. E claro, ele tinha namorada. Mas mesmo assim, ele passava e as garotas suspiravam. Quem já viu algum clip do Saves The Day sabe do que estou falando. Bem, foda. Muito.
Um dia, não me lembro como (até hoje me pergunto ser era real ou alucinação) ele apareceu na roda da conversa . Sem a namorada, que agora era ex. "Ex coitada" porque perder um cara daqueles era depressão e tarja preta na certa. Mas bem, ele esta lá, na roda da conversa. Ele em carne e osso, com a cara de menino lindo, os cabelos loiros revoltos e o sorriso hipnótico. Ele, eu e meu amigo "perigoso" (porque esse era exatamente o nome dele). Conversa vai , conversa vem e ele lá, lindo, sorrindo, conversando horrores. Super comunicativo. Super 'gesticulativo'. Super sorridente. Gargalhando e eu lá. Morrendo internamente, rindo como uma hiena vesga me perguntado 'hã? como assim?? né?!' Mas mantendo a calma e a pose. Sempre. Além de perfeito de longe ele é perfeito de perto?!! Muitas horas de conversa vai e conversa vem e ele começa a puxar assunto. E começa a beber da minha cerveja. E começa a conversar e tocar em mim. Sabe quando as pessoas conversam e tocam em você, tipo, tocam teu ombro, tua mão e aquilo, as vezes, e em muitas vezes, te irrita??!! Mas não, ele não, ele nunca! Ele podia tudo. Tocar tudo e até mais um pouco. Eu deixava e morria e derretia a cada toque. Uma momento quase íntimo. E eu cada vez mais bêbada e vesga e risonha pensava 'o cara do saves the day tá falando e tocando em mim'. Unrum. Eu, já meio bruxa, nem entendia o que ele falava. Eu só conseguia rir junto, olhar aquela boca, e tentar acompanhar toda aquela situação. E ele queria saber do meu piercing da língua. Ele perguntava coisas demais sobre o meu piercing da língua, mas eu nem mais conseguia responder meia duzia de palavras. Porque as palavras se perdiam e se embaralhavam nos meios dos pensamentos insanos, e antes de dar qualquer brecha , eu ficava calada, porque calada ou rindo ou bebendo, era melhor.
E daí, ele foi embora. Não lembro como também. Se desmaterializou e tzum.
(...)
O resto da noite ... eu nem precisava do resto da noite para falar a verdade. Eu já estava em um estado suficientemente deplorável para aborver qualquer outras coisas.
Um dia, não me lembro como (até hoje me pergunto ser era real ou alucinação) ele apareceu na roda da conversa . Sem a namorada, que agora era ex. "Ex coitada" porque perder um cara daqueles era depressão e tarja preta na certa. Mas bem, ele esta lá, na roda da conversa. Ele em carne e osso, com a cara de menino lindo, os cabelos loiros revoltos e o sorriso hipnótico. Ele, eu e meu amigo "perigoso" (porque esse era exatamente o nome dele). Conversa vai , conversa vem e ele lá, lindo, sorrindo, conversando horrores. Super comunicativo. Super 'gesticulativo'. Super sorridente. Gargalhando e eu lá. Morrendo internamente, rindo como uma hiena vesga me perguntado 'hã? como assim?? né?!' Mas mantendo a calma e a pose. Sempre. Além de perfeito de longe ele é perfeito de perto?!! Muitas horas de conversa vai e conversa vem e ele começa a puxar assunto. E começa a beber da minha cerveja. E começa a conversar e tocar em mim. Sabe quando as pessoas conversam e tocam em você, tipo, tocam teu ombro, tua mão e aquilo, as vezes, e em muitas vezes, te irrita??!! Mas não, ele não, ele nunca! Ele podia tudo. Tocar tudo e até mais um pouco. Eu deixava e morria e derretia a cada toque. Uma momento quase íntimo. E eu cada vez mais bêbada e vesga e risonha pensava 'o cara do saves the day tá falando e tocando em mim'. Unrum. Eu, já meio bruxa, nem entendia o que ele falava. Eu só conseguia rir junto, olhar aquela boca, e tentar acompanhar toda aquela situação. E ele queria saber do meu piercing da língua. Ele perguntava coisas demais sobre o meu piercing da língua, mas eu nem mais conseguia responder meia duzia de palavras. Porque as palavras se perdiam e se embaralhavam nos meios dos pensamentos insanos, e antes de dar qualquer brecha , eu ficava calada, porque calada ou rindo ou bebendo, era melhor.
E daí, ele foi embora. Não lembro como também. Se desmaterializou e tzum.
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O resto da noite ... eu nem precisava do resto da noite para falar a verdade. Eu já estava em um estado suficientemente deplorável para aborver qualquer outras coisas.
agosto 14, 2006
Eu já peguei o Gael Garcia Bernal (claro!)
Porque aqui, ou melhor, ali tudo é possível e a mulherada perde a linha. Literalmente.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1495383
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1495383
agosto 11, 2006
Na 3ª bohemia....
Sete vidas.
Arrumar meu quarto é como uma caça ao tesouro, você sempre encontra algo interessante que valha alguns minutos de atenção.
Foi quando eu encontrei um papel amassado escrito com letras disformes e tortas:
"Sete Vidas"
Sete vidas diferentes, antônimas.
(...)
Julia: a cômica exagerada
Antonia: realista protetora que ama Júlia
Viviane: a que ama tudo e todos (a putana)
Maria: de nome e atitude fortes e pensamentos feministas
João: um gay mulherzinha
Helena: sentimental depressiva
Fernanda: perfeita, que todos invejam e gostariam de ser, mas que em segredo, é infeliz.
(...)
(...)
Alguém pode me explicar de onde isso saiu, além da minha cabeça?
Foi quando eu encontrei um papel amassado escrito com letras disformes e tortas:
"Sete Vidas"
Sete vidas diferentes, antônimas.
(...)
Julia: a cômica exagerada
Antonia: realista protetora que ama Júlia
Viviane: a que ama tudo e todos (a putana)
Maria: de nome e atitude fortes e pensamentos feministas
João: um gay mulherzinha
Helena: sentimental depressiva
Fernanda: perfeita, que todos invejam e gostariam de ser, mas que em segredo, é infeliz.
(...)
(...)
Alguém pode me explicar de onde isso saiu, além da minha cabeça?
Eu vivo de água.
As meninas do telemarketing, meu mais novo bico por 02 meses, ficam estarrecidas com a quantidade de vezes que eu vou ao banheiro fazer xixi.
Elas não me viram bebendo.
Elas não me viram bebendo.
Classicas of Love
Tem coisas que só o google.com faz :
Classics of Love - Common Rider - "Last Waves"
At one -
I was sitting and thinking of all the
beautiful things he could have become
Instead of a lyrical oracle and I'm a most appreciative one
'cause I'm in a world of my own
when I'm into it I don't want anything else
and nothing can bother me when I'm inside of it
cause I'm outside of myself
Midnight Marauder spinning on my stereo
Mr. Desmond Dekker has a crown made of gold
The kids are alright a what a what I hear
London calling but I have no fear
Ms. Ella Fitzgerald has no peer
Music sweet music make the truth so clear
Classics of love make a dark day light
If you don't believe the words just look into their eyes
Sun shining down on a cloudy day
I know those songs gonna last forever that's what I say
At two - I'm running around in my mind and my mind's a fucking zoo
One of the ones under the gun wondering "what do I do?"
Ever feel the same way? Slave to the brain wave
Brave if you pave ways through to the true you?
If you take me out, please don't forget to take me home
If you take me to a party, please don't forget the microphone
f we take my car, then please don't try to touch the radio
'cause the midnight sun is burning bringing peace into my soul!
[Chorus]
Now I'm listening to the classics of love in the day and nightyou got the power radiate and fadeyou got the vibe make you feel alright
[Chorus]
Classics of Love - Common Rider - "Last Waves"
At one -
I was sitting and thinking of all the
beautiful things he could have become
Instead of a lyrical oracle and I'm a most appreciative one
'cause I'm in a world of my own
when I'm into it I don't want anything else
and nothing can bother me when I'm inside of it
cause I'm outside of myself
Midnight Marauder spinning on my stereo
Mr. Desmond Dekker has a crown made of gold
The kids are alright a what a what I hear
London calling but I have no fear
Ms. Ella Fitzgerald has no peer
Music sweet music make the truth so clear
Classics of love make a dark day light
If you don't believe the words just look into their eyes
Sun shining down on a cloudy day
I know those songs gonna last forever that's what I say
At two - I'm running around in my mind and my mind's a fucking zoo
One of the ones under the gun wondering "what do I do?"
Ever feel the same way? Slave to the brain wave
Brave if you pave ways through to the true you?
If you take me out, please don't forget to take me home
If you take me to a party, please don't forget the microphone
f we take my car, then please don't try to touch the radio
'cause the midnight sun is burning bringing peace into my soul!
[Chorus]
Now I'm listening to the classics of love in the day and nightyou got the power radiate and fadeyou got the vibe make you feel alright
[Chorus]
03 bohemias.
As 03 bohemias me levaram aos meus cds velhos. Velhos mas clássicos para mim. Velhos mas fodas para mim. Sem eles, eu quase não vivo.
Estou ouvindo Common Rider. E ele me lembra um carnaval desses da vida, um carnaval do qual eu tenho imensas saudades e do qual eu insisto, entre amigos, repetir. Foi um dos primeiros, longe. Nem era para eu ter ido. Fui so de passagem, passar uma tarde. Mas levei a barraca. Fui com mais uns amigos. Parei num camping tosco, mas legal. Tinha um espaço embaixo de uma arvore, ao lado das formigas. Mas era legal. Lembro de ter levado muitas brejas, e de ter bebido todas na ida da viagem. Boissucanga. Como eu amo aquele lugar. E aquele mar, mas so aquele porque eu sou mulherzinha e tenho medo de baleia. Enfim.
O resumo: passei meu carnaval inteiro em Boissucanga. Comendo atum com pao e catchup. Ou Miojo com catchup. Ou pao com catchup. E bebendo. Muito. E indo a praia. Muito. E rindo. Muito. Quando iamos para Cambori, eu comprava chupchup de vodca com groselha, de mel com limao, de agua de coco com vodca, por R$1,00. Maravilha dos deuses. Eu ficava perfeitamente bêbada com R$ 3,00. E era legal. Era foda. E eu ainda quero mais.
Mas 'Common Rider"... Enfim. No meu ultimo dia, onde eu so tinha uns R$ 6,00, fui para casa de uns outros amigos que estavam em Boraceia, acho. Eram uns putos ricos cheios de frescuras com uma porra de carne de churrasco, mas eu nao comia mesmo, então não fazia diferença. Cheguei la muito cedo. Para caralho. E cheguei com eles pondo Common Rider no utlimo volume, "Classics of Love", e do nada, pessoas lindas e bêbadas surgiam de todos os cantos da casa. Foi pura emoção. Mesmo. Na mesma hora me apaixonei. Por ele e por tudo naquela hora.
O resto do carnaval foi normal, dentro dos padrões de um 'carnaval'. Voltei inteira para casa. Morta. Bêbada.
E ponto.
Estou ouvindo Common Rider. E ele me lembra um carnaval desses da vida, um carnaval do qual eu tenho imensas saudades e do qual eu insisto, entre amigos, repetir. Foi um dos primeiros, longe. Nem era para eu ter ido. Fui so de passagem, passar uma tarde. Mas levei a barraca. Fui com mais uns amigos. Parei num camping tosco, mas legal. Tinha um espaço embaixo de uma arvore, ao lado das formigas. Mas era legal. Lembro de ter levado muitas brejas, e de ter bebido todas na ida da viagem. Boissucanga. Como eu amo aquele lugar. E aquele mar, mas so aquele porque eu sou mulherzinha e tenho medo de baleia. Enfim.
O resumo: passei meu carnaval inteiro em Boissucanga. Comendo atum com pao e catchup. Ou Miojo com catchup. Ou pao com catchup. E bebendo. Muito. E indo a praia. Muito. E rindo. Muito. Quando iamos para Cambori, eu comprava chupchup de vodca com groselha, de mel com limao, de agua de coco com vodca, por R$1,00. Maravilha dos deuses. Eu ficava perfeitamente bêbada com R$ 3,00. E era legal. Era foda. E eu ainda quero mais.
Mas 'Common Rider"... Enfim. No meu ultimo dia, onde eu so tinha uns R$ 6,00, fui para casa de uns outros amigos que estavam em Boraceia, acho. Eram uns putos ricos cheios de frescuras com uma porra de carne de churrasco, mas eu nao comia mesmo, então não fazia diferença. Cheguei la muito cedo. Para caralho. E cheguei com eles pondo Common Rider no utlimo volume, "Classics of Love", e do nada, pessoas lindas e bêbadas surgiam de todos os cantos da casa. Foi pura emoção. Mesmo. Na mesma hora me apaixonei. Por ele e por tudo naquela hora.
O resto do carnaval foi normal, dentro dos padrões de um 'carnaval'. Voltei inteira para casa. Morta. Bêbada.
E ponto.
Sexta feira.
Enfim, sexta feira. E tudo acontece na sexta feira de feira . Rs . Ou quase tudo. Ou quase tudo de errado. Ou quase nada. Exagero clássico.
Dia corrido. Tarde longa e noite promissora.
Desci do onibus, passei no mercado 24h e fui direto para as geladeiras. 03 bohemias. Porque eu mereço. Hoje eu mereço. Ah, sim, bohemias long neck, porque elas têm 05ml a mais que a latinha e custava a mesma coisa. Um gole a mais? Felicidade de bêbado. Bêbado falido, que fique bem claro. Mas bêbado falido feliz, que fique mais claro ainda.
Oka. 03 bohemias. Festa? Que isso. Meu espírito hoje só queria um bom descanso, uma boa musica e meu quarto-vida-em-casa arrumados. Sim. Eu passei , e estou passando aliás, minha noite de sexta bebendo e arrumando minha vida-bagunça porque eu já não me encontro no meio das tintas, linhas, tesouras, moldes e tecidos que acabaram de chegar do RJ. Sim, do RJ, cidade da qual tenho amores e temores, lembranças. E saudades dos trampos. Mas logo passa. Ou logo eu volto. Rs.
Dia corrido. Tarde longa e noite promissora.
Desci do onibus, passei no mercado 24h e fui direto para as geladeiras. 03 bohemias. Porque eu mereço. Hoje eu mereço. Ah, sim, bohemias long neck, porque elas têm 05ml a mais que a latinha e custava a mesma coisa. Um gole a mais? Felicidade de bêbado. Bêbado falido, que fique bem claro. Mas bêbado falido feliz, que fique mais claro ainda.
Oka. 03 bohemias. Festa? Que isso. Meu espírito hoje só queria um bom descanso, uma boa musica e meu quarto-vida-em-casa arrumados. Sim. Eu passei , e estou passando aliás, minha noite de sexta bebendo e arrumando minha vida-bagunça porque eu já não me encontro no meio das tintas, linhas, tesouras, moldes e tecidos que acabaram de chegar do RJ. Sim, do RJ, cidade da qual tenho amores e temores, lembranças. E saudades dos trampos. Mas logo passa. Ou logo eu volto. Rs.
agosto 05, 2006
Fotos de fatos.
E eu senti saudades. Não, não era bem isso. Outra coisa. Vontade? Não. Inveja? Talvez. Da boa, claro. Inveja boa com fundo de vontadezinha vazia.
Pessoas perfeitas. Sorrisos perfeitos. Amor perfeito. Existe? Nas fotos sim. Nas fotos deles, sim e sempre. Eu queria aquilo para mim. Queria um buquê de rosas vermelhas em todo dia 21 de todo mês, e mesmo assim, ser surpreendida. Eu gosto de ser surpreendida. Coisas pré estabelecidas são broxantes. Mas só queria mesmo. Vontade vazia. Não era saudades. Não.
Eu queria uma felicidade instantânea. Abrir o pacote, levar ao fogo brando por 03 min, sempre mexendo e ... pronto. Amor para uma refeição, para uma pessoa. Sabores diferentes . Amores diferentes. Uma vez ao dia. Ou dois. Consumo ideal.
Amores perfeitos e liberdade.
Existe?
Pessoas perfeitas. Sorrisos perfeitos. Amor perfeito. Existe? Nas fotos sim. Nas fotos deles, sim e sempre. Eu queria aquilo para mim. Queria um buquê de rosas vermelhas em todo dia 21 de todo mês, e mesmo assim, ser surpreendida. Eu gosto de ser surpreendida. Coisas pré estabelecidas são broxantes. Mas só queria mesmo. Vontade vazia. Não era saudades. Não.
Eu queria uma felicidade instantânea. Abrir o pacote, levar ao fogo brando por 03 min, sempre mexendo e ... pronto. Amor para uma refeição, para uma pessoa. Sabores diferentes . Amores diferentes. Uma vez ao dia. Ou dois. Consumo ideal.
Amores perfeitos e liberdade.
Existe?
Pronto para usar.
E assim disse Washington Olivetto para uma entrevisa a Revista Trip:
"As relações estão muito prêt-à-porter."
E ponto.
http://revistatpm.uol.com.br/56/especial/olivetto.htm
"As relações estão muito prêt-à-porter."
E ponto.
http://revistatpm.uol.com.br/56/especial/olivetto.htm
agosto 03, 2006
"A Casa dos Budas Ditosos" - uma leitura dinâmica
Quando vários jornais anunciaram que João Ubaldo Ribeiro estava escrevendo um romance sobre a luxúria, para a coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, o escritor foi surpreendido com um misterioso pacote em sua portaria. Eram os originais de A Casa dos Budas Ditosos, livro que ele agora publica, permitindo a seus leitores conhecerem uma personagem fascinante e excepcional em todos os sentidos: CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo.
Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.
Com a maestria que o consagrou como um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, João Ubaldo Ribeiro nos brinda com esse depoimento "socio-histórico-lítero-pornô". Um romance impudico e provocador. Às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Um livro, que, não por acaso, ele dedica às mulheres. Com a deliciosa sugestão de que, realmente, não existe pecado do lado de baixo do Equador
"Essa noite eu tive um sonho. Grande bobagem, nada disso. Não era assim que eu queria começar, não é assim. Essa noite eu tive um sonho — parece diário de colégio de freiras, não é nada disso. Mas, de fato, eu tive um sonho. Um sonho inesperado, com aqueles dois budazinhos ali. Antigamente eu sonhava muito com eles, mas parei faz décadas, tudo faz décadas. São muito pequenininhos, os detalhes se perdem, comprei num camelô de Banguecoque, é um objeto sentimental. Não lembro onde li a respeito de dois Budinhas, um macho e uma fêmea fazendo sexo, essas coisas milenares de chinês, nunca entendo direito, misturo as datas, apronto a maior confusão. Havia uma espécie de templo, a Casa dos Budas Ditosos — não é bonitinho, a casa dos Budas ditosos? eu acho —, com imagens iguais a essas, só que enormes. Os noivos, antes do casamento, iam lá para venerar as estátuas e passar as mãos nos órgãos genitais delas. Era uma espécie de aprendizado ou familiarização, uma introdução a um casamento bom na cama. Eu acho de um bom gosto delicadíssimo. Em Roma antiga, houve um tempo em que as noivas acariciavam a glande de Príapo, ou se sentavam nela. Pelo que eu li, a glande mais usada, a glande pública, por assim dizer, devia ser uma verdadeira poltrona. Príapo foi substituído por São Gonçalo, no nosso politeísmo católico. Os católicos são politeístas. Desculpe, se você é católico."
(...)
Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.
Com a maestria que o consagrou como um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, João Ubaldo Ribeiro nos brinda com esse depoimento "socio-histórico-lítero-pornô". Um romance impudico e provocador. Às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Um livro, que, não por acaso, ele dedica às mulheres. Com a deliciosa sugestão de que, realmente, não existe pecado do lado de baixo do Equador
"Essa noite eu tive um sonho. Grande bobagem, nada disso. Não era assim que eu queria começar, não é assim. Essa noite eu tive um sonho — parece diário de colégio de freiras, não é nada disso. Mas, de fato, eu tive um sonho. Um sonho inesperado, com aqueles dois budazinhos ali. Antigamente eu sonhava muito com eles, mas parei faz décadas, tudo faz décadas. São muito pequenininhos, os detalhes se perdem, comprei num camelô de Banguecoque, é um objeto sentimental. Não lembro onde li a respeito de dois Budinhas, um macho e uma fêmea fazendo sexo, essas coisas milenares de chinês, nunca entendo direito, misturo as datas, apronto a maior confusão. Havia uma espécie de templo, a Casa dos Budas Ditosos — não é bonitinho, a casa dos Budas ditosos? eu acho —, com imagens iguais a essas, só que enormes. Os noivos, antes do casamento, iam lá para venerar as estátuas e passar as mãos nos órgãos genitais delas. Era uma espécie de aprendizado ou familiarização, uma introdução a um casamento bom na cama. Eu acho de um bom gosto delicadíssimo. Em Roma antiga, houve um tempo em que as noivas acariciavam a glande de Príapo, ou se sentavam nela. Pelo que eu li, a glande mais usada, a glande pública, por assim dizer, devia ser uma verdadeira poltrona. Príapo foi substituído por São Gonçalo, no nosso politeísmo católico. Os católicos são politeístas. Desculpe, se você é católico."
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